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Informações sobre temas mais frequentes da ortopedia pediátrica e da neuro-ortopedia

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Acompanhe abaixo os principais assuntos.

Análise visual da marcha

Como funciona a análise visual da marcha no diagnóstico ortopédico

A análise de marcha é uma ferramenta complementar essencial para o diagnóstico e o acompanhamento de crianças com condições neuro-ortopédicas,...

Blog - Dra Ana Paula Tedesco

Tudo sobre Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ)

A Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ) é uma condição ortopédica na qual o encaixe entre o fêmur e a bacia (acetábulo) está comprometido. Pode variar de uma diminuição...

Mielomeningocele

Mielomeningocele na ortopedia pediátrica

A mielomeningocele é uma malformação congênita decorrente do fechamento incompleto do tubo neural, que leva à exposição da medula e das meninges. Essa condição está entre as mais...

Espasticidade

Espasticidade na Paralisia Cerebral: quando e como tratar?

A espasticidade é um dos sinais mais comuns na paralisia cerebral (PC), resultando em rigidez muscular que interfere nos movimentos voluntários, postura e função. Embora faça parte do quadro clínico, a espasticidade excessiva pode causar...

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Cirurgia de múltiplos níveis nas doenças neuro-ortopédicas

A cirurgia de múltiplos níveis em um único ato cirúrgico é uma abordagem amplamente utilizada em crianças com paralisia cerebral ou outras condições neuro-ortopédicas, como mielomeningocele. Ela consiste na correção simultânea...

Marcha análise

Como funciona a análise visual da marcha no diagnóstico ortopédico.

A análise de marcha é uma ferramenta complementar essencial para o diagnóstico e o acompanhamento de crianças com condições neuro-ortopédicas, como paralisia cerebral e mielomeningecele. Existem alguns laboratórios para análise tridimensional de marcha ao redor do país. Quando não é possível realizar o exame nestes laboratórios, o paciente pode realizar a análise visual da marcha. Por meio da observação da caminhada da criança — geralmente registrada em vídeo — o médico ou fisioterapeuta pode identificar padrões anormais, compensações e limitações funcionais que nem sempre são evidentes durante o exame físico.


O processo envolve a gravação da marcha em diferentes ângulos (frontal e sagital) e sua posterior avaliação segundo protocolos padronizados. Um dos modelos mais utilizados é o Protocolo de Edimburgh, que permite pontuar aspectos como posicionamento dos pés, movimentação de joelhos, quadris e tronco durante cada fase do ciclo da marcha. Estudos publicados na literatura mostram que este tipo de exame tem alto nível de confiabilidade quando comparado à análise tridimensional em laboratório, principalmente quando realizado e analisado por profissionais com grande experiência na área. Nossa equipe realiza este tipo de análise há vários, e já apresentamos nossos resultados em congressos e publicações científicas da área.

Os escores ajudam a quantificar alterações e a acompanhar a evolução após intervenções, como uso de órteses, fisioterapia intensiva ou cirurgia.

Além do aspecto técnico, esse tipo de análise também promove a participação da família, que pode visualizar a marcha da criança antes e depois do tratamento, compreendendo melhor os objetivos terapêuticos.

Em resumo, a análise visual da marcha é uma ferramenta acessível e eficaz, principalmente em contextos onde a análise  tridimensional não está disponível, colaborando diretamente na personalização do plano terapêutico.

Em resumo, a análise visual da marcha é uma ferramenta acessível e eficaz, principalmente em contextos onde a análise tridimensional não está disponível, colaborando diretamente na personalização do plano terapêutico.

DDQ

Tudo sobre Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ).

A Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ) é uma condição ortopédica na qual o encaixe entre o fêmur e a bacia (acetábulo) está comprometido. Pode variar de uma diminuição da profundidade do acetábulo (displasia acetabular) até uma luxação completa do quadril.


Ela afeta principalmente meninas, especialmente se houver fatores de risco como apresentação pélvica no nascimento, histórico familiar e ser primogênita. O diagnóstico precoce é fundamental e começa ainda na maternidade, com exames físicos como o teste de Ortolani e Barlow.

Nos casos em que o exame ortopédico do recém nascido é normal, se houver fatores de risco, o próximo passo é a realização de um ultrassom do quadril, preferencialmente entre a 4ª e a 6ª semana de vida. Quando a criança já está maior, a radiografia é o exame indicado.

O tratamento depende da idade. Nos primeiros meses, o uso do suspensório de Pavlik permite que a cabeça do fêmur permaneça bem posicionada para que o acetábulo se desenvolva adequadamente. Se o diagnóstico for tardio, pode ser necessário realizar uma redução com gesso ou até cirurgia aberta.

O acompanhamento deve seguir até a adolescência, para garantir o desenvolvimento adequado da articulação. A DDQ, quando não tratada, pode levar a dor, claudicação e desgaste precoce do quadril.

A boa notícia é que, com diagnóstico e tratamento precoces, as chances de recuperação completa são altíssimas!

Mielomeningocele

Mielomeningocele na ortopedia pediátrica.

A mielomeningocele é uma malformação congênita decorrente do fechamento incompleto do tubo neural, que leva à exposição da medula e das meninges. Essa condição está entre as mais complexas da ortopedia pediátrica, pois afeta tanto a parte neurológica quanto a ortopédica do desenvolvimento infantil. Alterações da função urológica também ocorrem e demandam acompanhamento.


O comprometimento motor e sensorial depende do nível da lesão na coluna — quanto mais alta, maior a gravidade. A criança pode ter paralisia nos membros inferiores, deformidades ortopédicas (como pé torto congênito e luxação do quadril), e alterações na sensibilidade.

Logo após o nascimento (ou mesmo intraútero, em alguns casos), é necessário fechar cirurgicamente o defeito. O acompanhamento deve ser feito por uma equipe multidisciplinar envolvendo ortopedistas, neurocirurgiões, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

Na ortopedia, o foco está em permitir o máximo de funcionalidade possível: prevenir deformidades, manter amplitude de movimento, e facilitar a mobilidade com órteses e adaptações. A marcha, quando possível, é treinada com apoio de dispositivos, e a escolha entre cadeira de rodas ou andadores depende do nível funcional.

A classificação MMFCS (Myelomeningocele Functional Classification System) ajuda a planejar e acompanhar a evolução da criança. O prognóstico depende da complexidade do quadro, mas intervenções precoces e acompanhamento contínuo fazem grande diferença.

Espasticidade

Espasticidade na Paralisia Cerebral: quando e como tratar?

A espasticidade é um dos sinais mais comuns na paralisia cerebral (PC), resultando em rigidez muscular que interfere nos movimentos voluntários, postura e função. Embora faça parte do quadro clínico, a espasticidade excessiva pode causar deformidades, por causa dos encurtamentos musculares e contraturas articulares subsequentes, e limitações funcionais se não for tratada adequadamente.


O tratamento começa de forma conservadora, com fisioterapia, posicionamento adequado, alongamentos e uso de órteses. Essas estratégias ajudam a manter a amplitude de movimento e a prevenir retrações musculares.

Quando há prejuízo funcional importante ou dor, podem ser indicadas intervenções farmacológicas, como a toxina botulínica, que relaxa músculos específicos temporariamente. Outra opção é o uso da bomba de baclofeno intratecal, recomendada em casos de espasticidade generalizada grave. Em alguns casos, especialmente com contraturas fixas ou deformidades, a cirurgia ortopédica se torna necessária, com alongamento muscular ou osteotomias. A rizotomia dorsal seletiva, realizada por neurocirurgiões, é uma técnica que reduz permanentemente os impulsos nervosos responsáveis pela espasticidade.

Cada caso é único, e a escolha do tratamento depende de fatores como idade, grau de envolvimento motor (GMFCS), objetivos da família e equipe. O acompanhamento contínuo é essencial para ajustar o plano terapêutico ao longo do desenvolvimento da criança.


Cirurgia

Cirurgia de múltiplos níveis nas doenças neuro-ortopédicas.

A cirurgia de múltiplos níveis em um único ato cirúrgico é uma abordagem amplamente utilizada em crianças com paralisia cerebral ou outras condições neuro-ortopédicas, como mielomeningocele. Ela consiste na correção simultânea de várias deformidades musculoesqueléticas em uma única internação.


Frequentemente, essas crianças apresentam alterações em diversos grupos musculares — flexores do quadril, isquiotibiais, gastrocnêmios — que afetam a postura e a marcha. Corrigir uma única região pode não trazer os benefícios esperados se as demais continuarem comprometidas. Daí a vantagem da cirurgia multissegmentar.

O planejamento exige avaliação clínica minuciosa, análise da marcha (visual ou instrumental), exames de imagem e discussão multidisciplinar. As cirurgias podem incluir alongamentos musculares, tenotomias, transferências tendíneas e cirurgias ósseas.
Entre os principais benefícios estão: redução do número total de cirurgias ao longo da vida, recuperação funcional mais eficiente e menor tempo fora das atividades escolares e terapêuticas.

No pós-operatório, a criança passa por um período de imobilização (gesso ou órteses), seguido de fisioterapia intensiva. A reeducação da marcha é fundamental para consolidar os ganhos obtidos na cirurgia.

Quando bem indicada, a cirurgia em múltiplos níveis transforma a vida da criança, trazendo ganhos funcionais, melhora na qualidade de vida e maior autonomia nas atividades do dia a dia.

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